terça-feira, 15 de março de 2011

Paradoxos



Todas aqueles fatos insinceros me fizeram parar pra pensar além do normal...
Os olhares já não eram os mesmos, dessa vez eles vestem seu pior disfarce. Me fitam por entre os ombros, ou com a cabeça mais baixa que o normal. Me provocam e fingem sempre não estar se importando. Acabo entrando na sessão fingimento -Fazendo os passos mais perfeitos, e seguindo o ritmo que querem que eu siga, um tango argentino? Possivelmente.
Bem vindo ao meu mundo preto! Simples e ao mesmo tempo complexo demais para ser entendido. Agora o monocromático ressuscitou dentro de mim como nunca pensei que aconteceria. Nesse momento ele se reorganiza.
A janela se mantém fechada impedindo a entrada da luz, os olhos tentam falar e estão mais escuros que o normal, só que dessa vez não mais borrados. O sorriso trocou de endereço sem data para retornar. Não dá pra ouvir vozes e o som pesado estronda nos meus ouvidos -que se danem os ouvidos!
O esperado final de semana morreu e com eles os planos entusiasmastes. Fiz amizade com o tédio, já que não posso ir contra ele. Na solidão a música tem sido uma companheira fiel e o violão meu melhor amigo.
Eles não me enganam.
Cansei de tantas mentiras e de um mundo desfeito - linear - variável - circular- e depois? Bom, não sei.
Mas não vou deixar que tudo se repita, o que for realmente meu não vai ser tirado de mim, apenas adicionado. Isso é fato.
Bem vindo a uma platéia que aplaude a ironia, onde o sarcasmo é o personagem mais esperado. Só que não espere de mim uma presença perpétua, nada é pra sempre -tudo muda.
Quando conseguir o que realmente eu quero, os olhares não vão ser escondidos, eles não mais serão vistos, apenas notados por bolinhas verdes e não mais azuis.
Assim tudo estará perfeitamente no local devido. Quase


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